Cultura Amazônica

Ciranda Tradicional conquista bicampeonato no Festival de Cirandas de Manacapuru

Agremiação venceu a 28ª edição da disputa com 279,8 pontos; Guerreiros Mura ficou em segundo lugar

A Ciranda Tradicional é bicampeã do Festival de Cirandas de Manacapuru. A agremiação conquistou o título da 28ª edição do evento com 279,8 pontos, contra 278,6 da Ciranda Guerreiros Mura. A leitura das notas ocorreu nesta segunda-feira (31), no Parque do Ingá, em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus.

Campeã também em 2025, a Tradicional entrou na arena em 2026 com o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”. A apresentação abordou a defesa da Amazônia, a resistência dos povos tradicionais e os impactos da destruição da floresta.

Para o presidente da agremiação, Magal Pinheiro, o novo título é resultado do trabalho realizado ao longo do ano e do empenho das equipes envolvidas na preparação do espetáculo.

“Esse título representa dever cumprido, compromisso e responsabilidade. A gente vem fazendo um investimento na Tradicional e esse título também representa amor. É isso que dá esse gás para fazer o melhor pela nossa ciranda”, afirmou.

Além do bicampeonato, a Tradicional também levou o troféu de Melhor Torcida, conquistado pela Torcida Oficial da Tradicional (TOT).

Com o novo título, a agremiação já mira o próximo desafio. “Fico muito feliz de, pela segunda vez, a Tradicional chegar com o objetivo de ser campeã. Agora vamos trabalhar para ser tricampeões”, declarou Magal.

Guerreiros Mura fica com o vice

A Ciranda Guerreiros Mura terminou a disputa na segunda colocação, com 278,6 pontos.

Na arena, a agremiação apresentou o tema “Ykawarú: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, levando para o espetáculo elementos da ancestralidade e da cosmologia do povo Apurinã.

Flor Matizada recebe troféu simbólico

A Ciranda Flor Matizada recebeu o troféu Hors-Concours durante a premiação do festival. A agremiação lilás e branca participou da programação deste ano, mas não disputou o título.

A decisão foi tomada após a morte do artista plástico Jone Salgado, integrante da equipe responsável pela montagem das alegorias da ciranda. Ele morreu durante os trabalhos de preparação para o festival.

Mesmo fora da disputa, a Flor Matizada decidiu entrar na arena e realizar sua apresentação em homenagem ao artista. Como reconhecimento pela participação, recebeu o troféu simbólico e o certificado de participação.

A Torcida Família Matizada também foi homenageada com um certificado pela presença e pelo apoio durante a apresentação da agremiação nas arquibancadas.

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