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Titãs celebram os 40 anos de “Cabeça Dinossauro” com show em Manaus em setembro

A turnê chega à capital amazonense no dia 19 de setembro, na Universidade Nilton Lins

Em 2026, um dos álbuns mais icônicos e provocadores da música brasileira completa 40 anos. Lançado em 1986, Cabeça Dinossauro transformou a trajetória dos Titãs e ajudou a redefinir o rock nacional ao romper padrões, desafiar o conservadorismo e traduzir, em som e fúria, o espírito de um país em transição.

Em um período marcado pela redemocratização do Brasil, o disco tornou-se o retrato cru de uma geração inconformada. Quatro décadas depois, a banda volta aos palcos para celebrar a obra com a turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, resgatando um repertório que atravessou gerações e continua sendo referência no rock brasileiro. É essa força artística e cultural que Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto levam novamente ao público, em uma apresentação marcada para o dia 19 de setembro de 2026, na Universidade Nilton Lins, em Manaus.

A apresentação na capital amazonense tem produção local da PUMP Entertainment. A venda de ingressos começa às 10h do dia 16 de julho, pelo site ingressofly.com e nas lojas Nação Rubro-Negra dos shoppings Amazonas, Manauara e Sumaúma.

“Cabeça Dinossauro marcou a nossa carreira e a história do rock nacional, não há como negar. Inventamos ali o nosso vocabulário — riffs fortes, vocais gritados, letras sintéticas e precisas. Isso, somado à temática das canções, deixou uma marca profunda na nossa trajetória”, afirma Sérgio Britto.

Tony Bellotto também celebra o momento. “É emocionante comemorar um álbum que permanece atual depois de 40 anos.”

Branco Mello completa: “‘Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra, composta em 1986, nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. Cabeça Dinossauro está fazendo 40 anos e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial.”

Lançado em meio ao processo de redemocratização do Brasil, Cabeça Dinossauro foi um divisor de águas. O país buscava se reencontrar após duas décadas de ditadura, enfrentando uma profunda crise econômica e social. Em um cenário em que a democracia ainda era uma promessa recente, os Titãs lançaram um álbum que abordava censura, religião, violência e poder com uma crueza inédita.

Com faixas como “Polícia”, “Igreja”, “Bichos Escrotos” e “AA UU”, a banda confrontou a hipocrisia e o autoritarismo de uma sociedade em busca de identidade. Produzido por Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt, o disco se destacou pelo som agressivo, pela estética minimalista e pelas letras que ecoavam o grito de uma juventude que queria ser ouvida.

A recepção da crítica foi imediata. Cabeça Dinossauro foi descrito por jornais e revistas da época como “violento”, “áspero” e “revolucionário”. Adjetivos que, longe de diminuir sua potência, ajudaram a consolidá-lo como um marco da cultura brasileira. Décadas depois, o álbum segue presente nas principais listas dos maiores discos da história do rock nacional e permanece atual pela força de suas composições e das reflexões que desperta.

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